O desenvolvimento de software comparado aos fatos do mundo real

Não é de hoje que acidentes ocorrem devido a projetos mal executados ou a falta de conhecimento/capacitação.

Claro que isso envolve outras série de fatores como o uso de ferramentas inapropriadas, material de baixa qualidade etc.

Recentemente vimos dois grandes acidentes em SP envolvendo projetos de Engenharia.
Um foi na reforma do Shopping SP Market:

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Outro foi no Rodoanel, que era um “projeto”, vamos dizer assim, já entregue:

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Imaginem só o quanto que uma falha em um projeto desse é grave. Fácil de enxergar né?!
Vidas perdidas, dinheiro indo para o ralo, transtornos, etc.

Agora imagine um médico não capacitado para realizar uma determinada tarefa (leia-se cirurgia/operação).

O que é capaz de acontecer e ser feito…

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Dai pergunto:

  1. Você se sentiria tranquilo em consultar com um médico que participou de um evento da sua área há 6, 9 ou 14 anos atrás?!
  2. Se sentiria a vontade de tomar o remédio receitado por ele, sendo que o último livro de medicina que ele leu foi na faculdade?!

Deus me livre!
É claro que não né?! (acho que por isso grande parte confiam na indicação de médicos)

Porque estou falando disso tudo?!
Simplesmente porque em projetos de software também é fato que ocorram problemas fatais como os citados acima.

A diferença é que não são tão “visíveis” assim.

Mas vamos fazer comparações.

Um software mal desenhado e definido já é um grande problema.
Se utilizar ferramentas de desenvolvimento precárias, que não permitem visualizar e tratar os erros, por exemplo, é outro tiro no pé. Ou seja, é um grande passo para esses erros acontecerem em produção.

Desenvolvedores desatualizados, que não vão a eventos, palestras, não leem livros, não fazem treinamentos etc. é outro ponto crítico para que o desastre seja criado!

Bem, além disso, tem muitas outras coisas que impactam como os servidores que não comportam a execução da aplicação, gargalo de utilização, etc (já condiz na arquitetura do software).

Pois é.
A “lenda” diz que não há bala de prata (No Silver Bullet). Não há uma solução completa para todos os problemas.
Desde que comecei a desenvolver, há 9 anos atrás (é eu sei, já estou velho), leio e ouço as pessoas e professores falarem disso.

Creio que essa bala de prata será lançada em 2010.

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É! O Visual Studio 2010 está tão completo quanto você possa imaginar.
Estou surpreso o quanto a Microsoft evoluiu com essa ferramenta. Incrível!
E dentro de um ciclo de desenvolvimento o Visual Studio 2010 não está sozinho. Expression Studio, Sharepoint, IIS 7.0, Visio 2010, entre outras ferramentas compõem um ambiente para ninguém botar defeito.

É isso ai. Eu sempre digo:

“É bom conhecer de tudo um pouco (no mínimo ler para saber que existe). E temos que ser bom naquilo que fazemos! Muito bom mesmo.”

Até a próxima!
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Palestras em faculdades

Para registro, nesses últimos dias estive, a convite, em duas faculdades para ministrar 2 palestras.
Os temas abordados foram Silverlight 3, RIA Services e ASP.NET 4.0.

PUC – GO
20 de outubro

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SENAC – Ap. de Goiânia
11 de novembro

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Esteve também nesses eventos, o MSP José Lino Neto falando de BI e tb o MVP Álvaro Rezende falando de Certificações e do Windows 7.

Palestrar em faculdades é bom por levar o conhecimento para a moçada nova que está começando a carreira e pela descontração.
Por outro lado vejo alguns problemas como a falta de feedback com o palestrante, o não aprofundamento no tema/assunto (em grande parte temas iniciais e superficiais) e também o grande vilão: a falta de interesse. Isso já foi tema de uma longa discussão, não quero prolongar isto, mas gostaria de saber da sua opinião neste humilde post.