A evolução da comunidade técnica

Olá moçada!
Na verdade esse post já é fruto de algumas coisas que penso há algum tempo sobre a comunidade. Muita coisa mudou e será que todos estão cientes disto?! Vou tentar colocar bem esses pensamentos.

Vamos lá!

A comunidade .NET, no Brasil, começou de verdade em 2002. Com a abertura do grupo de usuários SharpShooters em Recife-PE feita pelo Leonardo Tolomelli (MSDN na época e hoje Program Manager MVP Latam), juntamente com os prodígios Marden Menezes e Renato Guimarães (Hoje, ambos MVPs). Na época mal sabíamos o que era um grupo de usuário, o que era o compartilhamento mútuo. Nada de twitter ou rss… nada! Pra ter uma idéia a comunicação se dava basicamente via ICQ/MSN e e-mail(listas) e afins.


Foto do 1º Grupo de Usuários de .NET no Brasil em 2002 [SharpSooters]

Naquela época, também, estava nascendo o .NET Framework. Junto com ele, vários grupos no Brasil, que de tempos em tempos se encontravam na sede da Microsoft Brasil em São Paulo. Os eventos se chamavam TTTs (Train The Trainners) e tinha como objetivo passar o direcionamento para a comunidade (que estava se formando) e também unir as pessoas e grupos. Foi uma época muito boa!

Por um bom tempo grande parte das ações da comunidade (se não todas), estavam ligadas aos grupos de usuários. Creio que entre 2002 até meados de 2007 foi assim. Ou seja, toda atividade feita na comunidade basicamente saia de algum membro de algum grupo de usuários.

De 2008 para os dias atuais (2010) proliferou na rede o que chamamos de REDES SOCIAIS. Isto trouxe o acesso à publicação, divulgação e comunicação de uma maneira muito mais fácil e rápida! Isto através dos recursos como twitter, ferramentas de blogs, rss, facebook, linkedin, etc.

Assim, o foco que antes era no Grupo, agora passa a ser em cada pessoa que dissemina a informação. Ou seja, se reuniam e faziam algo PARA O GRUPO, agora se reúnem e fazem algo PRÓPRIO. Se pensarmos bem, mudou apenas o nome, pois as redes sociais é o que fazíamos em 2003 porém de uma forma… vamos dizer… “arcaico”.

E para ficar mais claro, representando isso:

AÇÕES ANTERIORES

pessoa –> grupo de usuário <- pessoa
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AÇÕES DE HOJE

pessoa –> (redes sociais, blog, etc) <- pessoa
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pessoa + pessoa + … + pessoa = grupo de usuário <– (redes sociais, blog, etc)

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Influenciador (pessoa)
É uma pessoa que estuda, lê, aprende, testa e repassa o conhecimento em blogs, vídeos, palestras, podcasts, reuniões de grupo, etc. O influenciador ele se destaca não só por dominar determinada tecnologia, mas por ser replicador de conhecimento. Nos anos 90 esse tipo de pessoa era caso raro. Hoje, por incrível que pareça, é normal. Raro é ver quem não compartilha. ÓTIMO! Todos ganham. Na comunidade Microsoft identificamos os influenciadores como blogueiros, membros de grupos de usuário (palestrantes), MCTs, MSPs e MVPs.

Grupos de Usuário
É a reunião de vários influenciadores. Os grupos se dividem por assuntos ou por regiões (geográficas). É uma forma interessante de delimitarem espaços dentro da própria Comunidade e diferenciar os grupos afim de melhorar o networking, atividades e conhecimento.

Exemplo de alguns Grupos Regionais:

  • DevGoiás.NET: Grupo de desenvolvedores .NET no Estado de Goiás
  • PantaNET: Grupo de desenvolvedores .NET no Mato Grosso do Sul
  • DevRN: Grupo de usuários de Tecnologia Microsoft no Rio Grande do Norte
  • BrasilDotNet: Grupo de desenvolvedores .NET em Brasília-DF.
  • DotNetFloripa: Grupo de desenvolvedores .NET de Santa Catarina

Exemplo de alguns grupos focados em uma tecnologia específica:

Comunidade Técnica
São todos os influenciadores e todos os grupos de usuário que estão subdivididos em regiões geográficas e também subdivididos por assuntos/interesses.

Visão

Não creio na morte dos grupos de usuário (não por agora). Muito pelo contrário. Creio que é uma fase onde as pessoas terão uma maior visibilidade e destaque de forma independente. O grupo passa a ser um concentrador (HUB) de influenciadores e não somente um ponto de discussão/tira dúvidas.

O importante é saber que a idéia de grupo de usuário mudou e que é preciso estar ligado a algum grupo. Como todos sabem: “uma andorinha só não faz verão”. Hehe..

Deixe a sua opinião a respeito!
Abraço!

  • João

    Rodrigo,

    Muito bom o artigo. Thx

    Nao consigo assinar o seu RSS

  • Gostei do post. Sua visão sobre a evolução da comunidade está mais do que esclarecedora, você criou quase um Diagrama UML para explicar o antes e o depois, hihihi. Gostei mesmo e vamos enfrente, porque eu pelo menos acredito que o grupo de usuários não pode morrer. A vida é melhor com cia ‘sempre’. Parabéns Kono pelo post. Blog novo tá lindo! Abraços

  • Bom post!
    Só senti falta falar de Ineta/Culminis/gITca 🙂

  • rodrigokono

    Obrigado pelos comentários.

    Emílio, não falei do Ineta/Culminis/gITca pq eles estão mais na parte do suporte do que no da participação das pessoas/grupos. E sinceramente não achei necessário nesse contexto. Mesmo assim, obrigado pela observação.

    Obrigado Sara, foi quase um UML mesmo. =)

    João, para assinar meu RSS é preciso vc cadastrar a URL (http://feeds.feedburner.com/kono) em algum leitor de RSS. O Google Reader é muito bom nisso.

    Abraço!

  • Muito bom… já foi para o Twitter…

  • Marcelo Paiva

    É isso aí Kono,

    O Post esclarece tudo aquilo que já falamos (“HUB”), muito bom mesmo!

  • Eu sou sempre fã destas iniciativas da Microsoft. É esse tipo de incentivo que buscamos e precisamos. Claro que tem a parte de cada um na colaboração para comunidades melhores, mas a base está consolidada e as comunidades vem crescendo cada vez mais.

    Abraços!

  • Oi Kono,
    Eu peguei o “bonde” de Comunidades já andando, e foi uma das melhores viagens que já fiz na vida. Trabalhar com a Comunidade Técnica é algo simplesmente emocionante. Quem já esteve num Community Zone, ou participou de HCL, ou esteve em TechNet Briefings (que só esvaziavam quando o pessoal da agência chutava a gente prá fora) sabe o que é essa energia, essa mágica.
    Concordo absolutamente que estamos em fase de transição, ou adaptação (com as “Redes Sociais” num novo modelo, pois como você mesmo disse, Redes Sociais sempre existiram). Fui um defensor ferrenho desta evolução através da adoção de novas mídias e de novos formatos e ferramentas (infelizmente derrotado). Acredito muito nos grupos de usuários (ou em qualquer nome “cool” que aparecer para eles), pois é algo natural do ser humano agrupar-se em tribos com interesses afins e compartilhar conhecimento (exatamente o que fazem os grupos). A “nova mídia” vai ajudar muito nisso, pois as barreiras geográficas vão cair (em relação às idéias), enquanto as discussões regionais (offline) vão continuar e aprofundar os temas focando nos detalhes daquela região. O melhor de dois mundos, não? 🙂
    No Campus Party ficou claro que você está certo em outro ponto: a Comunidade está cada vez mais produzindo conteúdo (vide meu post de ontem: http://tinyurl.com/meucpartybr), e com isso, a informação está cada vez mais na rede, livre, transparente, compartilhada.
    Espero continuar fazendo parte dessa fantástica rede denominada “Comunidade Técnica”, e agradeço a cada um de vocês que a compõem por essa experiência maravilhosa!

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  • Muito Bom Kono, parabéns pelo post!
    Só fico meio chateado pois acho que isso tem gerado muita descentralização de informações. Criaram-se tantas comunidades (Regionais + Específicas + Blogs), que fica difícil acompanhar e seguir todas. Outra coisa, o cara que ainda está começando a escrever, e quer ver seu conteúdo acessado pela maioria, acaba tendo que passar em várias dessas comunidades, replicando a mesma informação, o que dá muito trabalho. Acaba tendo várias comunidades, com pouco conteúdo, postado sempre pelas mesmas pessoas. Um exemplo que passo com o PantaNet, é que é preciso muito incentivo para o pessoal colaborar com conteúdo. Por outro lado, em se tratando de grupos regionais, acredito muito nos eventos presenciais, que ainda dão certo por aqui e vale muito a pena.

    []’s
    Gustavo Malheiros
    http://gustavomalheiros.spaces.live.com
    http://www.pantanet.net

  • LTres

    Muito bacana! Gosto muito dessa ideia de grupo de usuarios. Particularmente comecei a participar desse mundo qdo tinha 16 anos no final de 2003->2004, quando ainda se usava muito o Borland Delphi. Foi ai que conheci figuras como Emerson Facunte, Guinther Pauli, .. Na época trabalhava tanto com delphi qto o embedded visual basic para produzir aplicaçoes em PDA’s. Anos terriveis, ai cheguei a comunidade .net, entusiasmado com a tecnologia .Net Compact Framework.. aprendi C# e logo troquei todos sistemas de VB para CF.net, claro ainda tinham alguns equipamentos q não suportavam, graças a Deus removi o último deles esse ano o.O… Logo ouvi falar de uma tecnologia nova no mundo .net que iria substituir o Flash/Flex, conheci então o Silverlight. Agora é este o meu foco. Tudo isso graças ao contato com a comunidade, esta familia unida pela tecnologia. Ps.: Espero poder contribuir tb com o conhecimento q estou adquirindo.. Afinal o bacana é passar a info adiante

  • Grande Kono,

    Excelente artigo sobre comunidades. Realmente com as redes socias as informações passaram a ser mais distribuidas e isto tem o lado bom e ruim, pois como comentou o Gustavo, as vezes as informações ficam muito dispersas.
    Acredito muito no poder das comunidades, dos grupos, seus líderes e influenciadores. Todos trabalhando juntos e produzindo muita informação, só assim temos o crescimento de todos.

    []s,
    Carlos dos Santos.

  • Gustavo e Carlos,
    É verdade que existem muitos “canais” novos nas mídias sociais e isso pode pulverizar a informação… se a gente deixar!!!
    Uma das últimas coisas que propûs foi a publicação de vídeos técnicos com a tag “TECHNETBR” no Youtube. Sim, Youtube, aquele do Google. Simplesmente porque é AONDE as pessoas procuram vídeos. Pretendía fazer o mesmo com artigos (o Agnaldo, inclusive, estava participando da conversa). O que faltou nesse caso foi encontrar um mecanismo “de facto” adotado pela comunidade. Pensei em DIGG ou Del.icio.us, mas nenhum deles permitia “ranking” de artigos E “tagging”. Se isso for feito, independentemente onde o artigo for publicado, ele será “encontrável” e “avaliável”. Isso facilitará, incluisve, a escolha de quais artigos devem ser publicados no TechNet/MSDN.

  • DEVRN é do Rio Grande do Norte

  • Ítalo Chesley

    Muito bom seu blog. Precisamos criar um grupo para compartilhamento de idéias aqui em MG também!

    Um abraço

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