Potencialize seu network na comunidade de developers. Conecte-se ao Brasil.NET

A comunidade técnica evoluiu e mudou bastante nesses últimos 10 anos. Diminuímos a interação pessoal e partimos para as ações online/pessoal. Não por mal, mas por facilidade. Os grupos de tecnologia já não tem a mesma força de antes e isto reflete bastante na comunicação e relacionamento entre as pessoas. Até mesmo porque a comunidade não sumiu, ela ficou heterogênea e pulverizada.

Temos pequenos grupos atuando no país, o que é positivo, mas de certa forma ainda há uma barreira para a autonomia. Pensando nisso, um grupo de developers decidiu criar o Brasil.NET. Um HUB que conecta todos os developers da comunidade brasileira sem pretextos, regras ou diretrizes.

brasildotnet

Para participar, basta você acessar o endereço http://brasildotnet.azurewebsites.net e adicionar seu e-mail para ter acesso ao Slack (que pode ser acessado pelo celular, web ou app client).

Então vamos lá. Quer divulgar ou saber de vagas de trabalho? Pronto, tem um canal lá. Quer divulgar um trabalho? Existe um canal pra isto. Quer falar sobre Entity Framework? Existe um canal. Quer trocar uma dúvida que você tinha ou ajudar outras pessoas com seu ponto de vista? Pronto, existem vários canais pra cada tipo de atividade. E se não tiver, você poderá criar um, pois no Brasil.NET todos são administradores! Legal, né?

Você pode ler mais neste post que o Giovanni Bassi fez e explica um pouco disso tudo também!

Aproveite! E se você chegou no Slack através deste post, me chama lá pelo @rodrigokono.

Abraço!

Multiplataforma e código aberto na Microsoft? Entenda e tire proveitos

É isso mesmo que você leu e eu não estou louco. Mas se eu tivesse escrito isto há alguns anos atrás sim, eu poderia estar louco. Nesses últimos 2 anos tivemos a mudança de um novo CEO, Satya Nadella, que de fato está inovando bastante e trazendo uma visão jamais vista antes.

Eu não sei por onde começo. Mas se você é um cara antenado, provavelmente já deve ter lido em algum blog (como o do Scott Hanselman) ou assistido os keynotes do Connect(); que uma das palavras mais falada na Microsoft nesses últimos meses foram Cross-platform e Open Source.

Só pra vocês terem uma ideia, o código do .NET está no GitHub (http://github.com/dotnet), além do código que já havia sido aberto. Agora você pode acompanhar todas as novas implementações ou sugerir algo via pull request. Irei falar disso tudo mais abaixo.

Para visualizarmos toda essa nova fase da Microsoft para o mercado eu separei em pequenos tópicos abaixo:

Mercado de consumer

Mobile marketAplicações como Office Mobile, OneDrive, Outlook.com, OneNote, Lync, Skype e outros já estão disponíveis em Android, iOS, assim como no Windows/Windows Phone também. Um fato é que a Microsoft, agora, está onde seus usuários estão. Se você usa Android ou iPhone, sim você poderá usar o OneDrive, falar no Skype ou por exemplo usar o word para editar seus documentos.

Você também pode ter tudo isso na plataforma web caso você tenha um e-mail @outlook ou @hotmail. Aposente o seu pen drive, você não precisa carregar esses arquivos no seu bolso.

Microsoft Azure

Microsoft AzureA plataforma de nuvem da Microsoft possui uma série de serviços de computação, armazenamento de dados, rede entre outras que ajudam a turbinar as aplicações e ao mesmo tempo economizar dinheiro, justamente porque você vai pagar somente pelo que usar. E nesse ambiente em nuvem se formos criar uma Virtual Machine vamos nos deparar com a opções de SO como Ubuntu, CentOS, Suse, etc.

Criando uma VM no Azure

Isto ocorre também quando se cria um novo site no Azure e nos deparamos com Web Apps não-Microsoft como o famoso “Apache TomCat”.

Azure Apps

Com o Azure você pode ter vários ambientes para testar e rodar suas aplicações e pagar apenas pelo o que usar.

Windows Server e Docker

DockerDocker é um aplataforma aberta para desenvolvedores e administradores de sistemas que ajuda a construir, entregar e executar aplicações distribuídas. Se você não conhece, assista o vídeo que o Giovanni Bassi fez a respeito.

O motor do Docker é Linux e para rodar no Windows você precisa de criar uma VM Linux (pode ser no Azure). Mas isto não vai ser mais preciso, pois no mês de outubro deste ano a Microsoft anunciou uma parceria com Docker para dar suporte nativo na futura versão do Windows Server.

Visual Studio 2015

VS 2015Aqui existem muita novidade. Mas vamos nos atentar para as duas grandes novidades.

 

#1 – Agora você pode usar o Visual Studio 2015 para criar aplicativos para as plataforms iOS e Android.

  • Visual Studio Tools for Apache Cordova: poder criar aplicativos multi plataforms utilizando HTML, CSS e JS. Isto vale a pena demais. Dê uma olhada no Cordova e leia mais clicando aqui.
  • Debugging: debugar apps Android e iOS.
  • Visual Studio Emulator para Android: um novo emulador, leia mais.
  • Xamarin: parceria forte para incluir na versão gratuita do VS o Xamarin Starter Edition e ai sim criar aplicativos para iPhone, iPad, Android utilizando C#. #notbad

#2Visual Studio 2015 Community Edition. Ou seja, um VS na versão FREE.

Esta edição é semelhante à edição Professional anterior, e agora é livre para os desenvolvedores independentes. (As empresas devem ainda licenciar Visual Studio para uso comercial). Esta é uma edição muito mais útil do que as edições anteriores Express: você pode construir web sites, aplicações móveis e aplicações do Windows, todos com a mesma edição. Você não está limitado a apenas um estilo de aplicação. Além disso, esta nova edição Community suporta plug-ins e extensões.

Git

GitPor vários anos a Microsoft forneceu um sistema de controle de versão próprio, que atualmente é representada pelo Team Foundation Server e Visual Studio Online. Cerca de dois anos atrás, a Microsoft anunciou que iria começar a oferecer repositórios baseados em Git. E assim está!

Visual Studio Online

VS OnlineDe forma geral são os recursos do Team Foundation Server (TFS) mais os serviços de nuvem para gerenciar projetos de desenvolvimento.
Vendo que o TFS é executado somente em Windows, o Visual Studio Online podem atender clientes que executam qualquer sistema operacional.

Por exemplo, se você desenvolve uma aplicação para Linux e usa o Eclipse para criar aplicações Java, você pode usar o Visual Studio Online para a controle de versão (usando Git, por exemplo), acompanhamento atividades e itens de trabalho (Scrum), automatização de builds e muito mais. E a boa notícia é que para até os cinco primeiros usuários o uso é grátis!

Application Insights

Application InsightsÉ uma ferramenta da Microsoft para detectar e resolver problemas para ajudar a melhorar continuamente suas aplicações. Basicamente te dá uma visão de como sua aplicação está se comportando e como ela está sendo utilizada pelos usuários. Atualmente suportando aplicações ASP.NET, serviços WCF, Windows Phone e Windows Store apps.

E o que isso tem a ver com o desenvolvimento multi-plataforma? Bom, na semana passada a Microsoft anunciou a compra da HockeyApp que vai dar o suporte de mobile apps para o Application Insights, tais como Android, iOS, Linux, Java, Azure, Windows Phone e outros dispositivos do Windows.

.NET Core

.NET FoundationTambém no evento Connect();, a Microsoft anunciou de fato a entrega do .NET Core como o open source, ou seja o núcleo do .NET agora tem o código aberto.

E o que isto significa? Bom, se você quer criar um website usando ASP.NET você já pode usar Mac ou Linux ou Windows. Codificar dentro do Sublime, por exemplo usando o Omnisharp.

É claro que isto atinge muitas outras tecnologias da plataforma .NET, como o novo compilador do C# (Roslyn) e outros que você pode ver a lista completa no site do projeto .NET Foundation, já citado aqui em outro post.


O futuro do ecossistema .NET ficará mais forte e vai crescer ainda mais. Novos desenvolvedores virão para a plataforma, novos projetos serão aderidos e para quem já trabalha com .NET vocês conseguem imaginar o quanto de boas oportunidades vem por ai?

A Microsoft tem mudado bastante nesses últimos anos e estas novidades irá trazer bons efeitos. Agora tire um tempo e vai se divertir com isto tudo.

Existem outras iniciativas que sou incapaz de citar aqui, fique a vontade para completar nos comentários.

Bem vindo à nova era.
Falow.. Valeu!  #dotnetcrossplaform

10 Coisas que todo desenvolvedor .NET deveria saber

Algumas pessoas sempre me perguntam o que é preciso saber para ser um desenvolvedor .NET. Confesso que não gosto de falar aquela resposta padrão: “basta ter lógica de programação”, mas também acabo não respondendo com exatidão e então resolvi criar um artigo para que toda vez que me perguntarem eu direcionar para este post.

A lista abaixo é simples e básica. Mas são perguntas que geralmente são feitas em entrevistas de emprego e que nem sempre são respondidas como devem ser.

Para alinharmos, levantei alguns tópicos que são essenciais. Assim como um jogador de futebol tem que chutar e cabecear para ser um jogador, um desenvolvedor .NET* precisa saber no mínimo os dez itens abaixo (* estou abstraindo o skill de software developer, que está contido aqui, mas é um pouco maior). Vamos lá:

#1 Conceitos de Orientação a Objetos (OOP)

Sim. Os conceitos. O desenvolvedor .NET deve pelo menos ser capaz de explicar os principais conceitos de OOP em uma maneira muito simples. Estas são habilidades básicas e se tiver alguma dificuldade é bom parar por aqui, reforçar e consolidar esta fase. No site da MSDN tem um conteúdo legal.

#2 Princípios SOLID

Os princípios do SOLID, criado pelo Robert Martin (Uncle Bob), são diretrizes que podem ser aplicadas ao codificar para evitar ou refatorar o que o Martin Fowler chama de code smell. Ou seja, algo que indica que tem um problema ou não está legal no código.

SOLID exige que você seja bem resolvido com o #1 que acabamos de falar.

O Shivprasad Koirala, MVP da Índia, escreveu o artigo SOLID architecture principles using simple C# que deixa explica bem cada letra do acrônimo SOLID utilizando C#.

#3 JavaScript, jQuery, C# e ASP.NET

Estes quatro itens estão no eixo principal do conhecimento do desenvolvedor .NET (exceto em algumas exceções (neste ponto) onde o ASP.NET não está incluso, como no desenvolvimento de aplicações Windows Client, Phone Apps, Games, Serviços entre outros)

Os desenvolvedores não podem saber apenas C# e SQL. Só isto já não mais basta. Hoje é exigido bem mais, como trivial HTML e CSS e outras linguagens e frameworks como AngularJS, RequiredJs, NodeJs, KnockoutJS, etc. E para javaScript, em questão, é preciso saber basicamente a escrever o código JS que os patterns como Module e Closure vão te ajudar demais.

#4 Garbage Collector e IDisposable

Uma das melhores características de desenvolvimento .NET é a falta de esforço e preocupação para destruir instâncias de objetos, cancelar assinatura de eventos, fechar fluxos, etc. Geralmente você deixa isto para o Garbage Collector, que “tudo fica bem”. Muitos developers não se preocupam, ou nunca analisaram o 1º,2º ou 3º ciclo de coleta do gen. Atitudes como podem gerar catastrofes no seu código como o conhecido Memory leaks. Parece que a preocupação com o controle de memória praticamente não há com desenvolvedor atual. É importante saber como funciona.

Uma maneira útil de garantir que os recursos gerenciados estão corretamente limpo em tempo hábil é implementar a interface IDisposable em seus objetos. Entenda mais e veja como controlar isto nos links abaixo:

#5 Box e UnBoxing

Ainda falando sobre memória e performance, este é um problema tratado deste o .NET 2.0 e que até hoje vários desenvolvedores não entendem box e unboxing e acabam afetando o desempenho e uso de memória do software.

#6 Tipo por referência e tipos por valor

Quando um recrutador lhe pede para explicar este problema de box/unboxing, eles também podem te pedir para explicar a diferença entre os reference types e os value types. O tipo de valor pode ser considerado como o valor real de um objeto, enquanto um tipo de referência, tipicamente, contém o endereço do valor real, ou nulo.

#7 Diferença entre MVC e WebForms

Também é um passo base. É importante saber a diferença, benefícios e contras que cada um possui mesmo que o resultado possa ser “semelhante” a princípio. O que na verdade não é!

O webforms tem uma maneira bem direta e simples no desenvolvimento, mas é bem difícil controlar a interface como é possível obter usando MVC utilizando JavaScript e o CSS. E isto é fundamental quando está desenvolvendo aplicações ricas e inteligentes.

Rolou uma discussão boa desse assunto no Programmers Stack Exchange e você pode acompanhar um pouco lá.

Vale também entender o ASP.NET SPA no meio disso tudo também.

#8 Banco de Dados SQL, Oracle e No-SQL

SQL Server e Oracle são essenciais, mas não são os “fazem tudo” de qualquer cenário. É hora de acordar e observar que vários outros cenários podem ser atendidos com bancos No-SQL.

Os bancos de dados No-SQL estão ganhando força enorme por causa de sua velocidade geral, facilidade de uso e benefícios de escalabilidade. Existem vários. Mas os mais conhecidos são:

#9 Visual Studio IDE

Atalhos, Plugins de terceiros, NuGet, etc. Conhecer as teclas de atalho faz toda diferença, pois você imageganha velocidade na execução das tarefas. Trabalhar com plugins certos como o PowerTools, TestDriven, Web Essentials, entre outros.

imageHá vários apaixonados pelo ReSharper, tanto que se desinstalar da máquina já não consegue fazer mais nada. Por isto eu recomendo instalar este plugin apenas depois que estiver bem seguro ou familiarizado com o desenvolvimento C#.

#10 Reference Source – O código fonte do .NET Framework

Bom, o reference source é o código fonte do .NET Framework disponível para consulta. Dai você pode falar: “mas pra que eu preciso do código fonte?”.

A resposta é que você pode aprender muito mais do .NET vendo como o código foi escrito, como ele funciona e como ele se comporta. Esta curiosidade de ver o código precisa ser uma constante.

Pode ser acessado pelo endereço http://referencesource.microsoft.com


O Scott Hanselman escreveu uma lista em 2005 (claro que está obsoleta), mas tem algumas coisas relevantes que não citei como por exemplo Reflection, diferença entre Orientação a Interface x Orientação a Objetos x Orientação a Aspectos. Atualizando, poderia citar muitas outras coisas como o próprio LINQ, Delegates, Generics, usar o Nuget, fazer deploy em nuvem. entre outras coisas de base.

Particularmente, eu posso dizer que se você se sentiu pouco seguro em alguns dos tópicos acima reserve um tempo na sua agenda e corra atrás para estudar, tirar dúvidas e treinar. Principalmente se você pretende trabalhar em boas empresas ou nos USA onde os processos seletivos exigem bem esta base sólida.

Para encerrarmos por aqui, deixo uma boa dica de leitura para complementar o conteúdo: The 4 Most Important Skills for a Software Developer.

Quer completar? Ficou algo de fora?
Vamos lá.. Nos ajude a completar…

Abraço!

[Palestra] O Futuro do Desenvolvimento .NET

Estive na semana de tecnologia da Faculdade Alfa em uma das tracks que ocorreram por lá. Por 1h20 falamos de Oportunidades acadêmicas e do futuro do desenvolvimento .NET, um grande momento que toda essa moçada pode pegar onda. Uma boa onda!

foto 3

E vocês? Já estão por dentro de todas estas novidades?
O que estão achando desta nova fase do .NET que está vindo por ai?

Guia .NET para aplicações de negócios (Ebook Free)

Ainda no ano passado, para celebrar o lançamento do Visual Studio 2013, a Microsoft publicou um ebook muito interessante que pode ser baixado gratuitamente clicando aqui (6,02 MBK PDF).

O número de tecnologias no desenvolvimento Microsoft além de diariamente estar em constante evolução, é muito grande e podem ser aplicáveis à vários cenários de desenvolvimento de software em diferentes indústrias. Com isso os profissionais que estão envolvidos no desenvolvimento de aplicações podem achar difícil e complicado tomar certas decisões.

Este ebook fornece uma orientação sobre como selecionar efetivamente as tecnologias de desenvolvimento da Microsoft e também com as abordagens no desenvolvimento de aplicações, de acordo com as prioridades que você enfrenta no seu domínio do negócio.

Para quem é este livro?
Este guia será útil para os decisores, arquitetos de software, líderes técnicos e os desenvolvedores que estão envolvidos na escolha das tecnologias a utilizar para seus aplicativos e projetos baseados em plataformas de desenvolvimento da Microsoft.

Um ponto que vale ressaltar, é que este não é um livro para ler de ponta a ponta. Este é um guia de consulta e referência, que será usado sempre que possível.

Se puder, deixe seu feedback aqui.
Enjoy!